segunda-feira, 15 de junho de 2015

Vislumbrando o horizonte

Quando você olha à sua frente, o que você enxerga? por favor não me fale "o monitor" para que possamos manter nossa amizade. É sério, o que você enxerga? Uma pessoa idosa, cansada e vendo televisão? Vê alguém de posses materiais, alimentando o próprio ego, e se satisfazendo com os prazeres da vida? Que tal um patriarca ou uma matriarca daqueles que comandam a família e com vários netos, e até alguns bisnetos? O que você vê quando olha à frente?

Bom dia, tarde e noite, companheiros e leitores do melhor blog do mundo. Talvez do rio. Okay, do meu melhor blog. Sejam bem vindos a um lapso do futuro, onde eu, senhor da verdade, vos digo como serão as coisas.

Ou talvez não.

Hoje me peguei conversando com dois amigos no trabalho sobre comer ou não comer carne. E todas as questões filosóficas envolvidas à isso. Falamos sobre tratamento dos animais, hormônios, cuidados naturais, custos, como se fôssemos verdadeiros agropecuários. E por fim, como sempre, chegamos a conclusão de que é muito mais para alimentar nosso psicológico do que qualquer outra coisa, afinal de contas, o que são, uma, cem ou até vinte mil pessoas entre sete bilhões?

E embora não tenha muito a ver, isso me fez pensar no futuro. No meu futuro. No futuro que eu vi com meus próprios olhos, e que sempre me pareceu ser a melhor opção. Querem saber qual é esse futuro? Lá vai:

Uma esposa bonita, mas nada muito linda, apenas bonita, inteligente, dois filhos, primeiro um menino e depois uma menina, um cachorro, um emprego bom, que eu não ganhe tanto, mas que também não trabalhe tanto em uma casa nem grande nem pequena, com um quintal ou uma varanda talvez.

Mas só porque eu já vi esse futuro, só porque eu já sei como ele funciona, será que ele é realmente o que eu quero? Será que ele é o melhor? Será que não é apenas o mais seguro?

Bem, a verdade é que eu não tenho uma resposta exata para isso. Há! Por essa vocês não esperavam, né? Eu sem resposta.

Mas por que comer carne me fez pensar no futuro, e consequentemente pensar sobre ele? Porque meu futuro envolve filhos. E será que é esse o mundo que eu quero que eles vivam? Onde pessoas passam fome somente para que outras possam ganhar dinheiro com comida? Onde muitos não tem acesso a água limpa, bem fundamental para a manutenção da vida? E com isso tem a ver com comer carne? Tudo. Vivemos em uma sociedade que, só para satisfazer a minha vontade de comer uma iguaria, são mortos pelo menos 40 frangos. Desculpem mas eu adoro coração de galinha. E não, infelizmente não é esse o mundo que eu quero para os meus filhos. E o que eu posso fazer para mudá-lo? Nada. Infelizmente meu psicológico já aceitou a derrota. Só me resta torcer.

É amigo(a) leitor(a), só me resta torcer, para que o mundo como nós conhecemos caminhe para algo melhor. Não para nós. Mas para aqueles que realmente hão de importar. Parece que no final das contas, ver o futuro não é exatamente o melhor dos dons.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

É só jogar a bolinha

Senhoras e senhores... ponham a mão no chão.

Bom dia, e sejam bem vindos novamente. Hoje eu vou aproveitar o clima de dia dos namorados e manter a métrica sobre relacionamentos. Então o que tem a ver o título? Tudo! Vem comigo que eu te explico.

O amor é a única solução para os problemas da nossa sociedade. E enquanto eu sei que parece mais um texto genérico dos que falam de amor, como há muitos por aí, eu não deixo ter a razão. Aliás, nunca deixo, mas isso é assunto para outra situação. Mas não se preocupe, o texto é um tiquinho assim diferente.

A verdade é que cada vez menos nós amamos. E amamos menos do que poderíamos amar. Amamos não somente menos em quantidade, mas em qualidade. Cada vez menos pessoas, cada vez um amor menos amor. E talvez aí esteja o problema do mundo. Os "espertos" que hão de rir disso, não percebem que o mundo seria muito melhor com mais amor.

Mas não esses amores de cinema. Não nossos amores de infância ou de juventude. O amor que nos falta é o amor dos cachorros.

O cachorro ele tudo perdoa, não guarda mágoas e ainda compreende e te apóia. E o que ele pede em troca? Um pouco de atenção e que você jogue a bolinha. E se ele não te conhece, e descobre que você não é uma ameaça, sabe o que ele faz? Te compreende, te apóia, brinca com você e apenas pede que você jogue a bolinha. E se você não jogar a bolinha e continuará te tratando da mesma maneira.

E no fundo, é isso que nos falta cada vez mais. Amar uns aos outros, como um cachorro nos amaria. Sem esperar nada em troca. Ajudar pelo prazer de ajudar. Se preocupar genuinamente, pelo prazer de ajudar.

Uma vez, um amigo meu me disse que todos nós nos associamos uns aos outros por interesses ou por conveniência. Ainda que não percebamos que fazemos isso. Que é psicológico. E ele é psicólogo, então deve entender disso. Se ele estiver certo, então ainda temos muito que aprender com os cachorros.

Mas a verdade, é que eu prefiro continuar acreditando que eu sou um cachorro. Que eu me importo de verdade com os problemas do outros. Que eu amo e perdôo incondicionalmente (ainda que as vezes leve algum tempo) pelo prazer de amar. Que eu apoio as pessoas e cobro elas apenas para que elas possam ir além daquilo que elas já são. E quando quiserem, fiquem a vontade pra jogar a bolinha.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Quando 1+1 = 1,5

Bom dia, senhoras e senhores! Sejam bem vindos novamente, e muito obrigado por voltarem sempre. Eu escrevo é para vocês mesmo! Hoje vamos falar de matemática. Ou quase isso. Porque a matemática é exata. Mas as ciências humanas nunca são muito exatas. E o que dizer então da ciência com humanos?

Mas por que, quando 1 + 1 dá 1,5?

Porque quando você soma duas pessoas, você não tem mais dois indivíduos completos. Você tem dois indivíduos que se completam e vivem juntos, 0,75 de uma vida. É abdicar de algumas coisas, compartilhar outras e reclamar de problemas que você não teria, se não tivesse que tomar conta e cuidar de mais 0,75.

Mas então por que duas pessoas gostariam de se unir dessa forma? Por que duas pessoas iriam querer, conscientemente desafiar a matemática? Por que nós, no limiar da nossa racionalização iríamos contra algo que segue até mesmo nossos mais primordiais instintos de reprodução da espécie?

Porque é mais fácil resolver problemas quando estamos com mais 0,75. Porque o que era divertido quando éramos um só, é mais divertido quando somos 1,5. Porque o que era bom, fica ainda melhor, na companhia de alguém que nos completa.

E caso você esteja se perguntando, sim, 1,5 é mais completo que 1. E se a matemática disser o contrário, azar o dela. Ela nunca entendeu de humanos mesmo.

Parabéns aos meus amigos recém casados Luiz e Nathália. Foi um prazer ter participado deste momento.

E desculpem a falta do texto de quinta. Estava em um paraíso no interior de Marília e muito ocupado entre relaxar, e comer e beber horrores. Tentarei não repetir esta falha.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Bumerangue da Hora

Sejam bem vindos, peguem suas cadeiras, e preparem-se, pois vai começar o maior show da terra. Bem, talvez não seja bem o melhor, mas é algo assim. Aos leitores antigos, olá novamente. Demorou, foi um grande hiato na minha vida, mas voltei. Voltei por vocês. Voltei pra vocês. E aos novos leitores, é um prazer conhecê-los. Espero que tenham vindo pra ficar.

E nada melhor para um recomeço que me apresentar. A Hora da Hora é um blog antigo (2010!) que ficou muito tempo parado. Hoje em dia é muito mais moda ter um canal no Youtube e eu entendo que é muito mais fácil você atingir um público maior com um vídeo de até 5 minutos do que com um texto, seja qual for o tamanho dele. E talvez por ser mais fácil, que eu continuo escrevendo. No caso, volto a escrever, mas vocês entenderam. Então prepare-se para ler textos gostosos, divertidos, inteligentes e que contam a minha visão rabugenta e ao mesmo tempo divertida da vida.

Mas o que me fez finalmente mudar de ideia e voltar a escrever? Adoraria ter a resposta exata pra isso. Mas é sempre mais complicado do que parece. Sempre. Talvez a junção tempo sobrando + saudades de escrever + fotos antigas do orkut + um pouco de vergonha na cara ajude a explicar, mas não por completo. Então ao invés de perdermos tempo com aquilo que não temos, te convido a voar juntos.

Voar como um bumerangue. Indo e voltando, até atingir seu destino. E caso você ache que o bumerangue é ruim, porque ele volta de onde partiu, te garanto que ele volta com muito mais bagagem do que quando ele partiu. E assim somos nós. As vezes é melhor voltar desde o início e recomeçar, mas com mais experiência, com uma melhor visão e talvez até com mais vontade do que seguir em frente. Pois toda vez que o bumerangue é arremessado, ele percorre uma nova trajetória. E nunca se sabe quando ele não vai voltar, por ter atingido seu alvo.

E que coisa melhor para um recomeço que um... vislumbre do passado? Eis os textos mais populares das melhores eras da Hora da Hora.