quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Todo Mundo em Pânico, Todo Mundo Errado.

Bom dia. Aliás, muito bom dia, queridos leitores. Hoje eu vou explicar primeiro que a minha recente falta de posts se deve ao fato deu ter sido chamado para escrever para uma coluna da revista época e não me sobrou tempo para me dedicar ao blog. Há, só nos meus melhores sonhos, talvez. Mas quem sabe, um dia?

Então assim, não, eu não vou explicar a minha falta de textos. Ela ocorreu por motivos maiores, mas como nós sabemos, minha vida é chata demais para ficar discursando sobre ela. Vamos falar da sua vida. Que tal?

Como que eu vou falar da sua vida, se, talvez eu nem conheça você pessoalmente, leitor/leitora do meu blog. Simples: Vou falar de coisas genéricas que com certeza você já passou. De coisas genérias que eu já passei. De coisas genérias que, quem não passou, vai passar.

Pensando bem, mentira. Não vou falar de nada tão genérico, para não correr o risco de generalizar algo que é tão singular. E existe algo mais singular que o amor?

O amor é tudo. O Alfa e o Ômega. O começo. E ao mesmo tempo. O amor não é nada. É apenas uma lembrança, da qual queremos esquecer. O fim.

Porque somente algo tão singular poderia ser tão paradoxial e ao mesmo tempo, tão bom, quanto o amor. E ao mesmo tempo, tão ruim. Porque somente quem ama, sabe o que é amar. E somente que já foi amado, sabe o que é ser amado. Mas somente aquele que testemunhou a ambos, sabe o que é o verdadeiro amor.

E o que raios isso tem a ver com título? Mania chata a minha de ficar fazendo títulos que não tem, no seu todo, a ver com o texto né? Relaxa então filho, porque pra tudo há um motivo. E quando não há, ainda sim, sempre existe a possibilidade de ludibriarmos com uma tentativa de motivo. Ainda que seja mentira. Ainda que nem eu nem você acreditemos. Mas é assim mesmo. O amor nos permite que sejamos parte de algo maior, sem jamais sermos o todo. Que entendamos o que não pode ser entendido e enxerguemos aquilo que ninguém consegue ver.

E acho que é por isso que eu digo sobre todo mundo em pânico. Porque as pessoas tendem a aumentar as situações, por causa do amor. O amor amplifica tudo. Desde os sentimentos bons, ao sentimentos ruins. Tudo. Saudade, carência, bondade, paciência. O amor ele, acima de qualquer outra coisa, ama. E por isso talvez nenhum de nós esteja completo sem o amor. O verdadeiro. O que nos faz suportar mais do que queremos e menos do que gostaríamos.

Não existe motivo para o pânico. E eu vos afirmo isso, porque eu sei como o amor pode ser maravilhoso e como pode ser destrutivo, mas acima de tudo, sei que existe vida após o amor. Existe vida após a destruição. Existe vida, e isso, já deveria ser motivo por si só, mais do que suficiente para que as coisas pudessem ser repensadas. E reavaliadas. E para mostrar que existe mais de um tipo de amor. Mas que nós só podemos deixar ele florescer, quando nós perdemos a visão mesquinha que nós temos de amor.

Amor é mais que beijo na boca. É mais que abraços, carinhos, sexo. É mais do que dinheiro, do que companhia, do que amizade. É muito mais do que ciúmes e, com certeza, mais do que quaisquer outros sentimentos mesquinhos que as pessoas cogitam unir a palavra amor. Amor é superior a fé. Amor é superior a conhecimentos. Amor é superior até mesmo a nós mesmos, seres que criamos ele. A criação superando o criador. Nós inventamos o amor, mas ele é muito maior que todos nós. O amor é tão grande, que é impossível falar de amor sem ser brega, piegas, meloso ou dramático. Porque nos falta maneiras concretas de descrever o amor. De mostrar amor. De, acima de tudo, entender amor.

E tá todo mundo errado, porque ninguém entende o amor. E eu não sou excessão a regra não. É verdade, eu tenho resposta para quase todos os enigmas do mundo, mas desse, mesmo que eu tenha, faço questão de não revelar. Porque o amor precisa ser maior que isso. O amor precisa, e sempre precisará, ser maior que todos nós, para que ele possa continuar valendo a pena. Quando um ser conseguir sintetizar o amor em algo plausível, então deixará de ser amor.

Então, leitores, leitoras, amigos, amigas. Não, não vou vir dizer que vocês devem amar mais. Nem tão pouco que devem rever os seus conceitos de amor. Ao contrário dos textos anteriores, não vim mostrar que eu estou certo e você errado, nem lhe mostrar que minha visão das coisas é muito melhor que a sua. Desta vez eu vim lhe pedir apenas para Amar. Nem mais nem menos. Nem melhor nem pior. Apenas amar. A si mesmo. Somente quando o seu amor for suficiente para lhe preencher completamente, então você estravazará para aqueles a sua volta. E eles sentirão o seu amor. E seu amor os contagiará. E o ciclo novamente irá começar.