Guten Abend Freunde. Willkommen zu einem weiteren Niederlage der brasilianischen Fußballnationalmannschaft.
Hoje eu vou falar um pouco sobre futebol, e, também porque não, da nossa seleção brasileira. Afinal de contas, eu também sou um dos 170 milhões de treinadores e por isso tenho todo o direito de expressar minha coerente e totalmente embasada em experiências futebolísticas, opinião. Mas mesmo você que não gosta de futebol, lhe convido a continuar lendo. Prometo que vou falar sobre futebol por um ângulo aquém.
E sim, a abertura em alemão é para deixar ainda mais contundente nossa derrota, desculpem o termo, amigos alemães, vergonhosa. Uma seleção considerada de ponta não pode se dar o direito de mostrar um futebol tão fraco, tendo que apelar da não visualização correta do lance para diminuiro placar, visto que o penalti não ocorreu.
Então, chega de seleção. Falemos de futebol. Nunca parou para se perguntar que você provavelmente não vai ganhar em uma vida inteira o que o Neymar ganha em 1 mês? "Mas ele tem o talento e o dom. Não há nada de errado em ganhar a vida com isso!" Concordo plenamente, mas, ainda sim, você acha justo? Giba foi o maior jogador de vôlei da história recente do esporte, e você acha que ele ganhava metade do que o Neymar ganha? Acha que alguma vez a Natália Falavigna viu na sua conta bancária tantos zeros quanto ele vê, ou pelo menos sabe que tem, mensalmente?
Meu problema não é com o futebol, mas eu queria entender quando que, de repente, Pelé ganhava bem e hoje, Cristiano Ronaldo ganha mais que Pelé ganhou ao longo de sua vida! Quando que resolveu acontecer essa discrepância, quando que o jogador de futebol deixou de ser uma pessoa de condição financeira estável e boa para se tornar os mega milionários de plantão?
Digo mais, queria saber, quando que o dinheiro que eles ganham começou a se tornar maior que a vontade que eles tem de representar seus clubes? Sabe quando veremos outro goleiro que nem o Marcos ou o Rogério Ceni, que viveram uma vida em seus respectivos clubes? Sabe quando? Nunca mais. Porque não se tem mais orgulho em vestir uma camisa. Não se joga mais pelo prazer de jogar. Tudo que se vê agora, são jogadores correndo atrás de sua conta bancária. Existem excessões? Sempre! Pra tudo nessa vida existem excessões, mas a regra tá ae. A regra tá na minha certeza de que, se o Neymar ganhasse o que o Pelé ganhava no início da carreira, com certeza hoje em dia ele seria o melhor do mundo. Mas pra quê? ele já é rico o suficiente para que se, ele não quiser mais jogar futebol amanhã, ele pode parar. E nunca mais trabalhar. Interessante né? Voce também não queria isso, caro leitor? Mas o seu dom, seja lá qual for, não vale tanto quanto o dele. Fora os que não tem dom nenhum e também ganham fortunas. Legal esse mundo do futebol.
Bem, querido leitor que não gosta de futebol, vou encerrar o texto falando um pouco mais sobre futebol, mas agora do jeito comum, então se você não seguir a partir daqui, eu juro que vou entender.
Porque na verdade quem está certo é você leitor, que não perde seu tempo vendo futebol e. infelizmente, é chamado de anti patriota por não torcer pela seleção brasileira. Quem está certo é você que não gosta nem de Neymar, nem de Messi nem de nenhum outro milionário. Que não gosta de instituições corruptas (olá CBF!) e que sabe que se dinheiro não é lixo para ser gasto pagando os outros.
Mas você, que gosta de futebol, já parou para pensar que talvez, e só talvez, o Neymar seja o nosso Messi? O gênio do futebol, melhor jogador do mundo, craque e mi mi mi que não brilha na seleção? Chamar o André Santos de burro é fácil e até eu gosto, mas admitir que o Neymar não é o jogador certo para a nossa seleção, isso é dificil né? Por mais que esteja cuspido na sua cara que ele não joga na seleção nem metade da habilidade que ele mostra no clube. E ai daquele que for contra o topetinho bonito na seleção. Afinal de contas, em um país com 17o milhões de treinadores, ir contra a opinião de 169 milhões é o mesmo que pedir para ser queimado em praça pública. O Dorival Jr. tentou alertar. Mas tapamos nossos olhos e ouvidos. Agora, é torcer... Como seria de qualquer outra maneira, não é mesmo?
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