Buenos dias, hermanos. Yo estoy aqui para hablar la vitoria de la selécion del Uruguai!
Então, eu não costumo começar falando sobre as notícias, mas a verdade é que a Copa América teve o campeão que mereceu. Não importa o que digam a respeito do Brasil, Chile, Argetina, da seleção do Neymar, ou que o Messi não joga nada. Ou do Loco abreu só de cuequinha. Ou o raio que o parta. Mereceu por jogar bem, por ter um bom esquema tática, por ter jogadores dedicados em campo. Eu pararia de assistir futebol se o Paraguai fosse campeão sem vencer um jogo se quer, aí sim, eu deixaria esse esporte, que então seria considerado por mim como medíocre, para trás.
Hoje eu venho também agradecer os elogios e comentários recentes que eu tenho recebido sobre o blog. Acho que ainda não consegui implacar nenhum dos grandes textos que arrancam risadas, uma retomada de fôlego e aquele "esse foi muito bom", como eu acredito que já fiz em textos
antigos. Nem mesmo aquele bom e velho "não é que ele tem razão?". Mas dentre os mais recentes, o que mais me impressionou foi a quantidade de pessoas dizendo que eu não deveria parar de escrever. Se eu soubesse que a opinição pública seria essa, não teria parado. Sério mesmo. Obrigado mais uma vez. A opinião de vocês é muito importante. Muito. Importante. Mesmo. Sério mesmo.
E como já bem diz o título, hoje eu resolvi falar sobre o instinto materno. E também sobre o extinto materno. E antes que me digam que eu não sou mulher/mãe para saber o que é, e que por conta disso eu não posso opinar, já deixo bem claro uma coisa: Caguei. Caguei se você acha que só mulher pode falar sobre instinto materno. Caguei se você acha que só mãe sabe o que é ser mãe. Agora se você quer ler uma opinião masculina sobre um assunto feminino, continua lendo, que estamos só começando.
Geralmente quando eu falo sobre algo científico, nesse caso o elo entre mãe e filho, que ao contrário do que você possa pensar, é sim científico, eu começo dando a explicação científica e vou, aos poucos, explicando ela. Mas desta vez envolve um monte de hormônios e glândulas com nomes, por muitos, impronunciáves ou de difícil absorção. Então apenas saiba que é por conta de toda uma química que ocorre entre a mãe e o filho. Não, não é porque você acaricia sua barriga, achando que tá fazendo carinho no feto. Isso mesmo, feto. Ainda não é uma criança.
Meu questionamento sobre o instinto materno começa quando eu vejo mães brigarem, fingirem e até mesmo mentirem, inclusive para si mesmas, com o propósito de proteger seu rebelo. Ainda que por muitas vezes ele não mereça. Exemplifiquemos:
Um hipotético amigo meu usa drogas. Um belo dia, sua mãe se nega a lhe dar dinheiro para comprar as drogas. O mesmo simula um ataque psicótico, bate na mãe, bate na avó, quebra toda a casa menos o seu quarto, onde estão suas TV's, computadores e afins, enfim, ele faz tudo que ele poderia fazer de errado. Ao invés de denúnciar esse deliquente juvenil, a infeliz não só o protege quando a policia, ao receber uma denúncia anônima intervém, como, é capaz de mentir, mentiras descaradas, em uma tentativa desesperada de proteger o famigerado filho. Apesar das marcas roxas, afima que ele não bateu nela. Apesar dele ter destruído toda a casa menos o próprio quarto e, o surto ter começado dentro do quarto dele, ela afima que não foi bem assim e que ela trancou a porta do quarto dele quando ele saiu, para que o mesmo não destruísse as coisas que lá dentro estavam.
Por quê? Por que raios a mulher tem essa necessidade de proteger sua cria do que ela acredita ser o perigo externo, quando na verdade, o verdadeiro perigo é a própria cria? O que há de tão especial que cega essa progenitora de ante da verdadeira ameaça?
Eu sei que não são todas as mães. É claro que não. Mas infelizmente, são a grande maioria. E é por causa dessa grande maioria, que nós temos atualmente, e cada vez mais, adolescentes batendo em mães, avós, velhas. Porque elas não percebem que elas não estão protegendo suas crias dos problemas do mundo. Mas estão tornando-as novos problemas para o mundo. A vida ensina, e, se a mãe não permite que o filho seja ensinado, geralmente o resultado é ruim.
E é por isso que eu falo também sobre o extinto materno. É verdade, que ainda não foram extintas, mas é visível que a quantidade de mães que conseguem enxergar o erro do filho, que conseguem educar o próprio filho e que conseguem, acima de tudo, preparar o mancebo para a
vida, está caindo vertiginosamente. Porque educar e preparar, é muito mais do que passar a mão na cabeça e proteger dos perigos externos. É muito mais do que bater no peito e gritar: "Do meu filho cuido eu!" ou "Da criação do meu filho, entendo eu!". Criar, educar e cuidar é, acima de tudo, poder olhar para o excelente rapaz que o mesmo se tornou, trabalhador, estudante, responsável e pensar consigo mesma: "Agora ele já pode voar sozinho. Fiz um bom trabalho."
" Porque educar e preparar, é muito mais do que passar a mão na cabeça e proteger dos perigos externos. "
ResponderExcluirÓtimo texto. ^^