Buenos dias, hermanos. Yo estoy aqui para hablar la vitoria de la selécion del Uruguai!
Então, eu não costumo começar falando sobre as notícias, mas a verdade é que a Copa América teve o campeão que mereceu. Não importa o que digam a respeito do Brasil, Chile, Argetina, da seleção do Neymar, ou que o Messi não joga nada. Ou do Loco abreu só de cuequinha. Ou o raio que o parta. Mereceu por jogar bem, por ter um bom esquema tática, por ter jogadores dedicados em campo. Eu pararia de assistir futebol se o Paraguai fosse campeão sem vencer um jogo se quer, aí sim, eu deixaria esse esporte, que então seria considerado por mim como medíocre, para trás.
Hoje eu venho também agradecer os elogios e comentários recentes que eu tenho recebido sobre o blog. Acho que ainda não consegui implacar nenhum dos grandes textos que arrancam risadas, uma retomada de fôlego e aquele "esse foi muito bom", como eu acredito que já fiz em textos
antigos. Nem mesmo aquele bom e velho "não é que ele tem razão?". Mas dentre os mais recentes, o que mais me impressionou foi a quantidade de pessoas dizendo que eu não deveria parar de escrever. Se eu soubesse que a opinição pública seria essa, não teria parado. Sério mesmo. Obrigado mais uma vez. A opinião de vocês é muito importante. Muito. Importante. Mesmo. Sério mesmo.
E como já bem diz o título, hoje eu resolvi falar sobre o instinto materno. E também sobre o extinto materno. E antes que me digam que eu não sou mulher/mãe para saber o que é, e que por conta disso eu não posso opinar, já deixo bem claro uma coisa: Caguei. Caguei se você acha que só mulher pode falar sobre instinto materno. Caguei se você acha que só mãe sabe o que é ser mãe. Agora se você quer ler uma opinião masculina sobre um assunto feminino, continua lendo, que estamos só começando.
Geralmente quando eu falo sobre algo científico, nesse caso o elo entre mãe e filho, que ao contrário do que você possa pensar, é sim científico, eu começo dando a explicação científica e vou, aos poucos, explicando ela. Mas desta vez envolve um monte de hormônios e glândulas com nomes, por muitos, impronunciáves ou de difícil absorção. Então apenas saiba que é por conta de toda uma química que ocorre entre a mãe e o filho. Não, não é porque você acaricia sua barriga, achando que tá fazendo carinho no feto. Isso mesmo, feto. Ainda não é uma criança.
Meu questionamento sobre o instinto materno começa quando eu vejo mães brigarem, fingirem e até mesmo mentirem, inclusive para si mesmas, com o propósito de proteger seu rebelo. Ainda que por muitas vezes ele não mereça. Exemplifiquemos:
Um hipotético amigo meu usa drogas. Um belo dia, sua mãe se nega a lhe dar dinheiro para comprar as drogas. O mesmo simula um ataque psicótico, bate na mãe, bate na avó, quebra toda a casa menos o seu quarto, onde estão suas TV's, computadores e afins, enfim, ele faz tudo que ele poderia fazer de errado. Ao invés de denúnciar esse deliquente juvenil, a infeliz não só o protege quando a policia, ao receber uma denúncia anônima intervém, como, é capaz de mentir, mentiras descaradas, em uma tentativa desesperada de proteger o famigerado filho. Apesar das marcas roxas, afima que ele não bateu nela. Apesar dele ter destruído toda a casa menos o próprio quarto e, o surto ter começado dentro do quarto dele, ela afima que não foi bem assim e que ela trancou a porta do quarto dele quando ele saiu, para que o mesmo não destruísse as coisas que lá dentro estavam.
Por quê? Por que raios a mulher tem essa necessidade de proteger sua cria do que ela acredita ser o perigo externo, quando na verdade, o verdadeiro perigo é a própria cria? O que há de tão especial que cega essa progenitora de ante da verdadeira ameaça?
Eu sei que não são todas as mães. É claro que não. Mas infelizmente, são a grande maioria. E é por causa dessa grande maioria, que nós temos atualmente, e cada vez mais, adolescentes batendo em mães, avós, velhas. Porque elas não percebem que elas não estão protegendo suas crias dos problemas do mundo. Mas estão tornando-as novos problemas para o mundo. A vida ensina, e, se a mãe não permite que o filho seja ensinado, geralmente o resultado é ruim.
E é por isso que eu falo também sobre o extinto materno. É verdade, que ainda não foram extintas, mas é visível que a quantidade de mães que conseguem enxergar o erro do filho, que conseguem educar o próprio filho e que conseguem, acima de tudo, preparar o mancebo para a
vida, está caindo vertiginosamente. Porque educar e preparar, é muito mais do que passar a mão na cabeça e proteger dos perigos externos. É muito mais do que bater no peito e gritar: "Do meu filho cuido eu!" ou "Da criação do meu filho, entendo eu!". Criar, educar e cuidar é, acima de tudo, poder olhar para o excelente rapaz que o mesmo se tornou, trabalhador, estudante, responsável e pensar consigo mesma: "Agora ele já pode voar sozinho. Fiz um bom trabalho."
Um blog simples, divertido, que trata sobre os assuntos em geral pelo ponto de vista de um jovem crítico, bem humorado mas que gosta de reclamar e contrariar tudo. Inclusive a si mesmo. Aproveitem. Novos textos toda segunda e quinta. Anotem nas suas agendas e NÃO percam.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Porque você não Vloga para mim? VS Roberto Baggio.
Bom dia, leitores, visitantes e perdidos, caindo de pára-quedas. Hoje eu venho vos falar sobre uma pergunta que uma nova leitora do blog, que se deu ao trabalho de ler alguns dos textos antigos e me perguntou por que que eu tenho um blog e não um vídeo log.
Não sei se eu já disse isso antes mas, a verdade é que, assim que eu li a pergunta, eu me chamei de idiota e pensei, "por que eu não pensei nisso?". A verdade é que o vídeo log é uma maneira muito mais simples e, teoricamente, interessante de expor as mesmas idéias que eu esponho no blog. Afinal de contas, é muito mais fácil você convencer alguém a perder o tempo ouvindo o que você tem a dizer, do que lendo o que você tem a escrever. Bem, pelo menos no nosso país, onde quando as pessoas lêem, lêem pela metade, lêem apenas fragmentos e tentam entender o contexto ou só lêem se tiver figurinha. Pelo menos a grande maioria.
Só que eu só me chamei de idiota no primeiríssimo instante. Após eu fiquei matutando na minha cabeça "Por que não vlog?" por alguns minutos que me pareceram uma eternidade. Venho agora, informar porque eu não tenho um vlog, nem pretendo ter, pelo menos não está no meu planejamento.
1 - Eu sou tímido. Digam o que quiserem, o quanto quiserem e como quiserem, eu sou tímido. Fico vermelho, dou risada à toa e fico todo bobo diante das câmeras/platéia. Então eu iria, além de não conseguir falar direito, me expor ao rídiculo.
2 - Minha voz é muito grossa e eu falo rápido, então fica tudo embolado. Se ao vivo, as pessoas muitas vezes não entendem o que eu falo por conta dessa combinação terrível, imagine gravado por uma webcam de R$15,00, somando-se o fato de que eu vou estar super nervoso.
3 - Vídeo Logs tem, em sua maioria, vídeos de 4 a 7 minutos. Isso porque menos de 4 minutos geralmente fica muito curto e não da para explicitar bem o que você quer dizer e porque mais de 7 minutos fica algo muito extenso e o expectador se cansa e vai fazer outra coisa. Eu tenho quase certeza que eu não consigo esse meio termo. Ou eu resumo demais e não vai dar nem 1 minuto o vídeo e aí o vlog já até teria o nome pronto "Rapidinha da Hora", ou eu vou me prolongar demais e o vídeo vai ter 27 minutos, com direito a parada para os comerciais.
4 - Eu não tenho um computador. É, eu sei que é terrível, quase impossível de se acreditar, mas exite, ainda hoje em dia, com casas bahia vendendo computador por R$500,00, uma pessoa como eu, sem computador. Então se já é ruim o suficiente eu ter de usar o computador dos meus amigos ou o do trabalho para poder escrever, imagine ficar ainda filmando esses lugares, com uma webcam de R$15,00 ou com meu celular. Fora que se eu filmar meu ambiente de trabalho, do jeito que minha chefe é desconfiada e neurótica, ela vai dizer que eu estou filmando para mostrar à concorrência e que eu sou um espião do antigo sócio dela.
Então por decorrência de todos esses fatos, é que eu te respondo, Andréia, não, eu não tenho como fazer um vídeo log. E pensando melhor, eu até quero que meus textos sejam lidos pela grande maioria, mesmo que para isso eu tenha que colocar alguns desenhos e pinturas no blog. Mas o meu público alvo, que, segundo um amigo meu, eu ainda não consegui alcançar, não precisa de figuras, não precisa de vídeos falados e não precisa que eu use um cabelinho na moda ou que eu fique falando mal das coisas só para atrair atenção. Meu público é um público que lê porque gosta, que lê porque se importa e que lê, sem se questionar se está perdendo seu tempo ou não.
Agora você, leitor(a) mais jovem ou que não gosta de futebol, pode estar se perguntando, quem diabos é Roberto Baggio.
Roberto Baggio era a sensação da Copa do Mundo FIFA 94. Meia atacante ofensivo, rápido, criativo, com bom toque de bole, bom chute e excelente batedor de bolas paradas, era por muitos considerado uns dos melhores jogadores daquela copa. Comandou a sempre favorita Itália até a final contra a nossa amarelinha. E a final foi um jogo que muitos consideram chato, mas eu considero épico. Foi um jogo tão equilibrado, que se as duas equipes estivessem jogando até hoje, ainda seria Zero a Zero. E como não poderia deixar de ser, o resultado foi decidido por penaltis. E até hoje, o pobre coitado do Baggio é zoado por nós brasileiros quando alguém chuta um penalti tão mal quanto o que ele bateu. Tão mal quanto o que Elano e André Dias bateram. Tão mal que nós voltamos para casa mais cedo, apesar de termos pressionado por 120 minutos contra uma equipe que não esboçou ameaçar perigo. É, caro leitor, tivemos nosso dia de Itália. Tivemos nossos Robertos Baggios. Pelo menos não foi na copa do mundo. Afinal de contas, ninguém quer ver um Baggio em pleno maracanã lotado. Ninguém quer ver um maracanã lotado, em silêncio, de novo, como em 1950.
Não sei se eu já disse isso antes mas, a verdade é que, assim que eu li a pergunta, eu me chamei de idiota e pensei, "por que eu não pensei nisso?". A verdade é que o vídeo log é uma maneira muito mais simples e, teoricamente, interessante de expor as mesmas idéias que eu esponho no blog. Afinal de contas, é muito mais fácil você convencer alguém a perder o tempo ouvindo o que você tem a dizer, do que lendo o que você tem a escrever. Bem, pelo menos no nosso país, onde quando as pessoas lêem, lêem pela metade, lêem apenas fragmentos e tentam entender o contexto ou só lêem se tiver figurinha. Pelo menos a grande maioria.
Só que eu só me chamei de idiota no primeiríssimo instante. Após eu fiquei matutando na minha cabeça "Por que não vlog?" por alguns minutos que me pareceram uma eternidade. Venho agora, informar porque eu não tenho um vlog, nem pretendo ter, pelo menos não está no meu planejamento.
1 - Eu sou tímido. Digam o que quiserem, o quanto quiserem e como quiserem, eu sou tímido. Fico vermelho, dou risada à toa e fico todo bobo diante das câmeras/platéia. Então eu iria, além de não conseguir falar direito, me expor ao rídiculo.
2 - Minha voz é muito grossa e eu falo rápido, então fica tudo embolado. Se ao vivo, as pessoas muitas vezes não entendem o que eu falo por conta dessa combinação terrível, imagine gravado por uma webcam de R$15,00, somando-se o fato de que eu vou estar super nervoso.
3 - Vídeo Logs tem, em sua maioria, vídeos de 4 a 7 minutos. Isso porque menos de 4 minutos geralmente fica muito curto e não da para explicitar bem o que você quer dizer e porque mais de 7 minutos fica algo muito extenso e o expectador se cansa e vai fazer outra coisa. Eu tenho quase certeza que eu não consigo esse meio termo. Ou eu resumo demais e não vai dar nem 1 minuto o vídeo e aí o vlog já até teria o nome pronto "Rapidinha da Hora", ou eu vou me prolongar demais e o vídeo vai ter 27 minutos, com direito a parada para os comerciais.
4 - Eu não tenho um computador. É, eu sei que é terrível, quase impossível de se acreditar, mas exite, ainda hoje em dia, com casas bahia vendendo computador por R$500,00, uma pessoa como eu, sem computador. Então se já é ruim o suficiente eu ter de usar o computador dos meus amigos ou o do trabalho para poder escrever, imagine ficar ainda filmando esses lugares, com uma webcam de R$15,00 ou com meu celular. Fora que se eu filmar meu ambiente de trabalho, do jeito que minha chefe é desconfiada e neurótica, ela vai dizer que eu estou filmando para mostrar à concorrência e que eu sou um espião do antigo sócio dela.
Então por decorrência de todos esses fatos, é que eu te respondo, Andréia, não, eu não tenho como fazer um vídeo log. E pensando melhor, eu até quero que meus textos sejam lidos pela grande maioria, mesmo que para isso eu tenha que colocar alguns desenhos e pinturas no blog. Mas o meu público alvo, que, segundo um amigo meu, eu ainda não consegui alcançar, não precisa de figuras, não precisa de vídeos falados e não precisa que eu use um cabelinho na moda ou que eu fique falando mal das coisas só para atrair atenção. Meu público é um público que lê porque gosta, que lê porque se importa e que lê, sem se questionar se está perdendo seu tempo ou não.
Agora você, leitor(a) mais jovem ou que não gosta de futebol, pode estar se perguntando, quem diabos é Roberto Baggio.
Roberto Baggio era a sensação da Copa do Mundo FIFA 94. Meia atacante ofensivo, rápido, criativo, com bom toque de bole, bom chute e excelente batedor de bolas paradas, era por muitos considerado uns dos melhores jogadores daquela copa. Comandou a sempre favorita Itália até a final contra a nossa amarelinha. E a final foi um jogo que muitos consideram chato, mas eu considero épico. Foi um jogo tão equilibrado, que se as duas equipes estivessem jogando até hoje, ainda seria Zero a Zero. E como não poderia deixar de ser, o resultado foi decidido por penaltis. E até hoje, o pobre coitado do Baggio é zoado por nós brasileiros quando alguém chuta um penalti tão mal quanto o que ele bateu. Tão mal quanto o que Elano e André Dias bateram. Tão mal que nós voltamos para casa mais cedo, apesar de termos pressionado por 120 minutos contra uma equipe que não esboçou ameaçar perigo. É, caro leitor, tivemos nosso dia de Itália. Tivemos nossos Robertos Baggios. Pelo menos não foi na copa do mundo. Afinal de contas, ninguém quer ver um Baggio em pleno maracanã lotado. Ninguém quer ver um maracanã lotado, em silêncio, de novo, como em 1950.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Como tudo começou
Bom dia queridos leitores. Hoje eu venho explicar como começou a vida na terra. Fui eu. Sério. Eu estava de saco cheio de não ter mais nada para fazer, e resolvi criar um bando de criaturas para assisti-las andar, babar e comer umas as outras. E depois de muito tempo vendo os mesmos bichos comerem uns aos outros e todo esse bla bla bla que os estudiosos falam sobre dinossauros e animais pré-históricos, eu resolvi criar um bicho mais engraçado. E eis que eu criei a raça humana. E dei a eles o direito de escolher serem idiotas, e eles, obviamente, escolheram. Uns mais do que outros, mas no geral, a maioria escolheu. Claro que alguns eu fiz a minha imagem (Brad Pitt) e semelhança (Einsten), mas na grande maioria eu simplesmente caguei.
Agora voltando ao texto de hoje, eu resolvi vos declarar como começou a minha terrível e temível experiência no perturbador e sem volta, universo das letras.
Se bem me lembro, eu tinha 12 anos. Talvez um pouco menos. Provavelmente eu havia tirado alguma nota baixa (talvez não necessariamente baixa, mas baixa para os padrões de exigência aos quais eu era submetido.) e por conta disso estava de castigo. E naquela época, quando os responsáveis ainda sabiam educar seus filhos, castigo era coisa séria. Eu ficava pelo menos um mês sem poder ver TV, jogar Video-game, computador ou receber amigos em casa. Não podia nem ir para a casa dos mesmos. Era casa-colégio-casa-estudar-dormir.
Bem, é mais do que óbvio que eu não estudava quando estava de castigo, uma vez que eu sempre tive facilidade para aprender as coisas. Mas mesmo não estudando, não me restavam muitas alternativas. Dormir, ler os gibis que eu já havia lido e brincar com a minha própria imaginação já não eram mais o suficientes, então eu decidi começar a fazer algo novo: escrever.
Entretanto eu me peguei em uma bela questão: sobre o que escrever? Bem, ao invés de tentar achar uma solucionática para a minha problemática eu optei pelo caminho mais árduo e doloroso. Resolvi escrever sobre qualquer coisa. E como não poderia deixar de ser, vindo de um pré-adolescente criado por vó, eu resolvi começar a escrever um diário. Relatar dia após dia tudo o que acontecia na minha vida.
Não demorou nem duas semanas e eu percebi o quão sacal é ter um diário. Aliás, eu sempre tive curiosidade de ler diários das minhas amigas e afins, não pelo conteúdo, mas para saber como diabos elas conseguiam manter relatos e detalhes de tantas coisas sem enjoar, reclamar ou desistir de fazer isso. Infelizmente nenhuma delas nunca acreditou nisso e eu nunca li nenhum diário. Pelo menos não com a devida permissão alheia.
Dado a fracassada experiência do diário, eu decidi fazer aquilo que eu sabia que poderia me adiantar com as garotas: academia, digo, poesia. Poetar é, como dizem os mais românticos, explicitar tudo o que há de mais belo e doloroso no seu coração. Resumindo, meu coração é horrível, porém muito feliz, porque eu NUNCA consegui escrever nem meio soneto. Aliás, como poeta eu sou também um péssimo astronauta. Sério mesmo. Por mais que eu me esforce, nunca cheguei nem a pisar na lua, quanto mais escrever um poema.
Começava a ficar sem muito ânimo. Estaria minha carreira como escritor terminada, antes mesmo dela começar? Mas eu, como um bom brasileiro que não desisti nunca (mentira), continuei persistindo no erro. Sabe quando você tem aquela sensação de que algo melhor te espera mais a frente? Então, por mais que eu não tivesse isso, eu insisti. E resolvi que escreveria estórias.
Para os mais chatos, é estória mesmo, sem H e com E, por se tratar de algo fictício. E as estórias não eram ruins, juro. Porém eu tinha preguiça demais para escrever/digitar. Um amigo meu resolveu publicar algumas de minhas estórias no website dele. Eu acabei por escolher a pior delas, a que menos tinha fundamentos, mais clichês, mas que sem dúvida era a que eu mais gostava. Fez meio sucesso, entre os meus amigos idiotas da época e, após o website sair do ar, eu continuei escrevendo e mandando por emails para os interessados. Como vocês podem imaginar, teve um fim prematuro, chamado "formatar o HD". E se perdeu para sempre. Sorte a minha.
Após estas enormes falhas eu decidi que não escreveria mais. Sério mesmo. Jurei que pararia com esta idéia idiota de tentar exprimir algum talento que era evidente que eu não tinha. No geral, eu concentrava toda a minha criatividade em coisas mais imbecis, como jogos de computador, RPG e jogos de tabuleiro. E dava certo. Cheguei a criar um jogo de baralho que era, se não muito divertido, pelo menos inteligente e perspicaz. E RPG. Gastava quilos e mais quilos de criativade com RPGs que no final das contas nem sempre seriam bem aproveitados. Na grande maioria, não eram se quer aproveitados.
Mas a vida, essa sim é uma caixinha de surpresas. E eu, na eterna dúvida sobre para qual vestibular eu prestaria, decidi, em cima da hora (último dia para entregar o formulário de inscrição, faltando meia hora para o local fechar) colocar como primeira opção Letras - Português Literaturas. Delícia, não é mesmo?
Só que ao contrário do que vocês estão pensando, não foi isso que me fez voltar a escrever. Até porque, eu nem terminei a faculdade.
O que me fez voltar a escrever fui eu mesmo. Ou quase isso. Meu irmão mais novo, que para todos os efeitos eu falo que sou eu 5 anos mais novo, estava em dúvida sobre como se descrever no "Quem sou seu" do orkut. E eu, com poucas palavras (tá bom, não tão poucas), o descrevi de uma tal maneira que ele gostou, adotou e a manteve por, digamos, um bom tempo. E a minha auto descrição do "Quem sou eu" era, modéstia a parte, a melhor que eu encontrei até hoje no orkut.
E isso, óbviamente, fez com que eu recebesse elogios, de algumas pessoas. E tudo que eu não precisava era ouvir elogios do tipo "nossa, como você escreve bem!". Admito, foi a minha danação. Quando eu menos percebi, estava novamente as voltas com as letras, querendo escrever, descrever e relatar tudo o que eu podia. E também o que não podia. E foi a partir desse momento, que minha pobre alma, tinha seu preço decretado e eu, por mais que não quisesse, e eu sempre jurarei dizendo que não queria, tive minha vaidade recompensada e mergulhei novamente, na doce ilusão de que um dia eu poderei ter um ateto sobre minha cabeça e um pouco de comida para forrar o estômago, apenas com o que as letras hão de me proporcionar. Que eu terei meu nome impresso em uma maldita capa de um maldito livro que, sem a menor sombra de dúvidas, viverá mais do que eu.
Agora voltando ao texto de hoje, eu resolvi vos declarar como começou a minha terrível e temível experiência no perturbador e sem volta, universo das letras.
Se bem me lembro, eu tinha 12 anos. Talvez um pouco menos. Provavelmente eu havia tirado alguma nota baixa (talvez não necessariamente baixa, mas baixa para os padrões de exigência aos quais eu era submetido.) e por conta disso estava de castigo. E naquela época, quando os responsáveis ainda sabiam educar seus filhos, castigo era coisa séria. Eu ficava pelo menos um mês sem poder ver TV, jogar Video-game, computador ou receber amigos em casa. Não podia nem ir para a casa dos mesmos. Era casa-colégio-casa-estudar-dormir.
Bem, é mais do que óbvio que eu não estudava quando estava de castigo, uma vez que eu sempre tive facilidade para aprender as coisas. Mas mesmo não estudando, não me restavam muitas alternativas. Dormir, ler os gibis que eu já havia lido e brincar com a minha própria imaginação já não eram mais o suficientes, então eu decidi começar a fazer algo novo: escrever.
Entretanto eu me peguei em uma bela questão: sobre o que escrever? Bem, ao invés de tentar achar uma solucionática para a minha problemática eu optei pelo caminho mais árduo e doloroso. Resolvi escrever sobre qualquer coisa. E como não poderia deixar de ser, vindo de um pré-adolescente criado por vó, eu resolvi começar a escrever um diário. Relatar dia após dia tudo o que acontecia na minha vida.
Não demorou nem duas semanas e eu percebi o quão sacal é ter um diário. Aliás, eu sempre tive curiosidade de ler diários das minhas amigas e afins, não pelo conteúdo, mas para saber como diabos elas conseguiam manter relatos e detalhes de tantas coisas sem enjoar, reclamar ou desistir de fazer isso. Infelizmente nenhuma delas nunca acreditou nisso e eu nunca li nenhum diário. Pelo menos não com a devida permissão alheia.
Dado a fracassada experiência do diário, eu decidi fazer aquilo que eu sabia que poderia me adiantar com as garotas: academia, digo, poesia. Poetar é, como dizem os mais românticos, explicitar tudo o que há de mais belo e doloroso no seu coração. Resumindo, meu coração é horrível, porém muito feliz, porque eu NUNCA consegui escrever nem meio soneto. Aliás, como poeta eu sou também um péssimo astronauta. Sério mesmo. Por mais que eu me esforce, nunca cheguei nem a pisar na lua, quanto mais escrever um poema.
Começava a ficar sem muito ânimo. Estaria minha carreira como escritor terminada, antes mesmo dela começar? Mas eu, como um bom brasileiro que não desisti nunca (mentira), continuei persistindo no erro. Sabe quando você tem aquela sensação de que algo melhor te espera mais a frente? Então, por mais que eu não tivesse isso, eu insisti. E resolvi que escreveria estórias.
Para os mais chatos, é estória mesmo, sem H e com E, por se tratar de algo fictício. E as estórias não eram ruins, juro. Porém eu tinha preguiça demais para escrever/digitar. Um amigo meu resolveu publicar algumas de minhas estórias no website dele. Eu acabei por escolher a pior delas, a que menos tinha fundamentos, mais clichês, mas que sem dúvida era a que eu mais gostava. Fez meio sucesso, entre os meus amigos idiotas da época e, após o website sair do ar, eu continuei escrevendo e mandando por emails para os interessados. Como vocês podem imaginar, teve um fim prematuro, chamado "formatar o HD". E se perdeu para sempre. Sorte a minha.
Após estas enormes falhas eu decidi que não escreveria mais. Sério mesmo. Jurei que pararia com esta idéia idiota de tentar exprimir algum talento que era evidente que eu não tinha. No geral, eu concentrava toda a minha criatividade em coisas mais imbecis, como jogos de computador, RPG e jogos de tabuleiro. E dava certo. Cheguei a criar um jogo de baralho que era, se não muito divertido, pelo menos inteligente e perspicaz. E RPG. Gastava quilos e mais quilos de criativade com RPGs que no final das contas nem sempre seriam bem aproveitados. Na grande maioria, não eram se quer aproveitados.
Mas a vida, essa sim é uma caixinha de surpresas. E eu, na eterna dúvida sobre para qual vestibular eu prestaria, decidi, em cima da hora (último dia para entregar o formulário de inscrição, faltando meia hora para o local fechar) colocar como primeira opção Letras - Português Literaturas. Delícia, não é mesmo?
Só que ao contrário do que vocês estão pensando, não foi isso que me fez voltar a escrever. Até porque, eu nem terminei a faculdade.
O que me fez voltar a escrever fui eu mesmo. Ou quase isso. Meu irmão mais novo, que para todos os efeitos eu falo que sou eu 5 anos mais novo, estava em dúvida sobre como se descrever no "Quem sou seu" do orkut. E eu, com poucas palavras (tá bom, não tão poucas), o descrevi de uma tal maneira que ele gostou, adotou e a manteve por, digamos, um bom tempo. E a minha auto descrição do "Quem sou eu" era, modéstia a parte, a melhor que eu encontrei até hoje no orkut.
E isso, óbviamente, fez com que eu recebesse elogios, de algumas pessoas. E tudo que eu não precisava era ouvir elogios do tipo "nossa, como você escreve bem!". Admito, foi a minha danação. Quando eu menos percebi, estava novamente as voltas com as letras, querendo escrever, descrever e relatar tudo o que eu podia. E também o que não podia. E foi a partir desse momento, que minha pobre alma, tinha seu preço decretado e eu, por mais que não quisesse, e eu sempre jurarei dizendo que não queria, tive minha vaidade recompensada e mergulhei novamente, na doce ilusão de que um dia eu poderei ter um ateto sobre minha cabeça e um pouco de comida para forrar o estômago, apenas com o que as letras hão de me proporcionar. Que eu terei meu nome impresso em uma maldita capa de um maldito livro que, sem a menor sombra de dúvidas, viverá mais do que eu.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Mais uma vez!
Queridos leitores, ex-leitores, novos leitores e não leitores que de alguma forma foram obrigados/pagos a prestigiar o texto de hoje do meu tão adorado e tão abandonado por mim, blog. Vocês podem perceber que agora existe uma novidade no blog. Se vocês tiverem a curiosidade de procurar no google "ahoradahora" ou "leonardo pfefferkorn" ele vai mostrar o nosso blog. Coisa que antes não só não ocorria, como mostrava uns resultados engraçados. A Hora da Hora inovando e facilitando a vida de vocês que gostam tanto do blog que até o divulgam, quando não tem nada melhor para fazer, é claro. Afinal de contas, quem quer ajudar o amigo aspirante a cronista a ficar rico, né?
E o título de hoje se refere, adivinhem só, a nova reativação do blog. E com uma contribuição toda especial do meu amigo Gabriel Lassery. E não, ele não me deu um PC. "Apenas" emprestou o Laptop. "Apenas", assim mesmo, entre áspas, porque não é qualquer um que empresta um laptop, assim, sem um prazo exato de devolução. Então, se as atualizações semanais estão de volta, é tudo graças a ele. Palmas para o garoto. Ele é meio emo, mas não o ofendam por conta disso. Amigo é assim mesmo, na alegria e na tristeza, no laptop e na emisse, até que as namoradas os separem. Amém.
E hoje eu volto, da mesma maneira que o jogado de futebol Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, também conhecido como Juninho Pernambucano. Volto por amor. Amor as letras, amor a escrever, amor, acima de tudo, aos meus leitores. Volto também porque eu prometi que voltaria, e promessa é dívida. Volto porque eu sempre senti falta/saudades de escrever. Volto porque as letras são a minha prisão e minha única fuga, meu algoz e meu cavaleiro em armadura relusente, meu alfa e meu ômega, meu início e provavelmente, meu fim.
Desde pequeno eu sempre escrevi. Só que naquela época, eu escrevia coisas desconexas, ou com pouco sentido para os que liam. Escrevia ainda bobeiras e nada que realmente valesse perder o tempo lendo. Não que agora tenha mudado muito, mas os textos se não ficaram mais divertidos, ao menos fazem você pensar "baboseira!". Antes nem disso eles eram dignos. Nada como a boa evolução, nos proporcionando um amanhã mais belo.
Para o momento, é só pessoal, mas já que estou começando o novo ciclo, deixo aqui o link para os melhores textos (segundo a opinião da maioria) do velho ciclo, e o bom e velho conselho para que vocês leiam sempre e divulguem sempre o blog.
A propósito, os textos não estão em ordem do melhor para melhor, nem nada disso, uma vez que seria impossível chegar em um concenso de qual seria melhor.
Diga-me seu X - Men favorito e eu te direi quem és!
Antes só do que mal acompanhado?!
"Passado é passado"
A moda muda ou apenas muda a moda?
Ser Nerd ou não ser?
O que realmente importa?
Mesmo quando você cai, o retorno é de Jedi
E o título de hoje se refere, adivinhem só, a nova reativação do blog. E com uma contribuição toda especial do meu amigo Gabriel Lassery. E não, ele não me deu um PC. "Apenas" emprestou o Laptop. "Apenas", assim mesmo, entre áspas, porque não é qualquer um que empresta um laptop, assim, sem um prazo exato de devolução. Então, se as atualizações semanais estão de volta, é tudo graças a ele. Palmas para o garoto. Ele é meio emo, mas não o ofendam por conta disso. Amigo é assim mesmo, na alegria e na tristeza, no laptop e na emisse, até que as namoradas os separem. Amém.
E hoje eu volto, da mesma maneira que o jogado de futebol Antônio Augusto Ribeiro Reis Júnior, também conhecido como Juninho Pernambucano. Volto por amor. Amor as letras, amor a escrever, amor, acima de tudo, aos meus leitores. Volto também porque eu prometi que voltaria, e promessa é dívida. Volto porque eu sempre senti falta/saudades de escrever. Volto porque as letras são a minha prisão e minha única fuga, meu algoz e meu cavaleiro em armadura relusente, meu alfa e meu ômega, meu início e provavelmente, meu fim.
Desde pequeno eu sempre escrevi. Só que naquela época, eu escrevia coisas desconexas, ou com pouco sentido para os que liam. Escrevia ainda bobeiras e nada que realmente valesse perder o tempo lendo. Não que agora tenha mudado muito, mas os textos se não ficaram mais divertidos, ao menos fazem você pensar "baboseira!". Antes nem disso eles eram dignos. Nada como a boa evolução, nos proporcionando um amanhã mais belo.
Para o momento, é só pessoal, mas já que estou começando o novo ciclo, deixo aqui o link para os melhores textos (segundo a opinião da maioria) do velho ciclo, e o bom e velho conselho para que vocês leiam sempre e divulguem sempre o blog.
A propósito, os textos não estão em ordem do melhor para melhor, nem nada disso, uma vez que seria impossível chegar em um concenso de qual seria melhor.
Diga-me seu X - Men favorito e eu te direi quem és!
Antes só do que mal acompanhado?!
"Passado é passado"
A moda muda ou apenas muda a moda?
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O que realmente importa?
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