domingo, 8 de maio de 2011

Mesmo quando você cai, o retorno é de Jedi

Muito bom dia, caros amigos, leitores e amigos leitores! Antes de mais nada, um feliz dia das mães para as suas mães. Elas merecem, afinal de contas, elas aturaram vocês durante tanto tempo, sempre querendo o melhor para vocês. Mas tirando esse bla bla bla todo que todo mundo sempre fala sobre mães e tal, vamos ao texto de hoje, que por sinal é uma homenagem. E não é as mães, mas ao filho pródigo, que se recupera de uma dura batalha. Mas não é porque é para homenagear ele, que eu vou falar especificamente para ele. Podem ler a vontade, que esse é mais um dos textos com o selo Léozão de garantia.

E já faz algum tempo, aliás, muito tempo, desde que eu vivi com paz e descanso. Andei por muito tempo um morro solitário, e sem nem saber porque. Na verdade eu sabia, mas foram tantos os motivos, que o tempo se encarregou de apagar. E os que o tempo não apagou, foi porque deixaram marca. E meu destino? Eu não sei, não tenho como saber, e por mais que eu tente controlar, não tenho como saber quando nem como será o fim.

Fim esse que geralmente quer dizer um ponto final. Bem, um amigo meu sempre me diz que "só acaba quando a gorda grande grita". E eu concordo. Porque mesmo quando chegar a minha hora, meus filhos, netos, e aqueles que eu amo que continuarem, vão perpetuar aquilo que eu comecei, de uma forma ou de outra, sendo as minhas qualidades ou os meus defeitos. Afinal de contas, eu não tenho como prever se as pessoas vão se lembrar de mim pelas coisas que eu fiz ou pelas coisas que eu deixei de fazer.

E é por isso que eu não lhes pergunto porque as coisas chegam muitas vezes, em um ponto irreversível. Não. A resposta é bem simples. Não é o fim que te deixa com medo. É a própria vida que te faz sentir o medo. O medo de viver. E sei que minhas palavras não vão te salvar, nem as suas vão me salvar, mas nem por isso, eu preciso tampar meus ouvidos para não ouvir. Nem tão pouco devem vocês.

Por tanto, paremos de construir sonhos em castelos de areia, porque a única coisa que conseguiremos é vê-los escorrer por entre nossas mãos. Não sou pessimista, e vocês sabem disso, sou apenas realista, mas toda chance pode ser a sua única chance. Então, façam sempre do seus dias como se fossem o último e aproveitem ao máximo. E se precisarem de alguém para se apoiar, lembrem-se sempre daqueles que te cercam e que te oferecem a mão, mesmo quando você acha que não precisa. No dia que você perceber que precisa, eles ainda estarão lá.

No final, sempre estamos a procura de respostas. E na maioria das vezes, saímos de mãos abanando. Apenas não se esqueçam que tudo que sobe, tem que descer. E quando descer, aonde você vai se esconder? No fundo escuro e sombrio da solidão do seu armário? Não! Não precisa ser assim. Por mais escuro que seja. Porque você sempre terá algumas finas e pequenas fagulhas de luz, lhe oferecendo conforto. Basta você esticar suas mãos e se entregar.

E apenas para finalizar, não o texto, mas tudo, esse ainda não é o retorno do A Hora da Hora. Foi apenas uma palhinha do que há por vir quando eu retornar. Saudades de todos vocês.

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