terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

A moda muda ou apenas muda a moda?

Olá, queridos leitores! (eu e minha obsessão por um início atemporal...) Tenho que admitir que quando não vos escrevo, passo horas pensando sobre o próximo assunto. E isso me faz ver como eu gosto de escrever e como eu gosto de saber que as pessoas lêem o que eu escrevo. Apesar da contínua falta de comentários, eu posso viver com isso, as pessoas tem me procurado via orkut, msn, facebook, twitter (mentira, eu nunca uso o twitter) para comentar sobre os meus textos, e isso, me deixa muito feliz. Obrigado a todos vocês! E continuem divulgando o blog!

Mas antes de iniciarmos o texto de hoje, eu venho primeiramente pedir que, por favor, não parem de ler os próximos posts só porque não vão gostar desse. É sério! Se esse texto "atacar" você, juro que foi intencional, mas é porque você precisava ouvir, ou nesse caso ler, isso.

Hoje eu venho falar sobre uma moda triste e perigosa, mas que cresce de forma assombrosa, emparelhada com a evolução da nossa medicina. Nos últimos 30 anos, a capacidade de diagnosticar e classificar as doenças, tal como de tratá-las, cresceu abusivamente. E com isso, começaram a surgir doenças como Distúrbio de Déficit de Atenção, Bipolaridade e Transtorno Obcessivo Compulsivo, que de agora em diante eu vou chamar de DDA, Bipolar e TOC. Pronto, pelas siglas vocês já sabe quais são as doenças. E não, eu não vou detalhá-las! Sabe por que? Porque você já ouviu falar sobre todas elas. E é aí que mora o perigo.

Você já ouviu falar sobre todas elas, porque as pessoas estão se auto-diagnosticando elas. Chocante?! Nunca foi. Na verdade, sempre foi moda isso. Antigamente, as pessoas faziam de tudo para ficar acordadas, para dizer que tinham transtornos de sono e tomar remédio para dormir. Recentemente, e que bom que saímos dessa fase, todo mundo tinha depressão. Ouve um "boom" de depressão, que 8 em cada 10 pessoas entrevistadas se diziam depressivas. Bem, com sorte, passaram. Passaram? Passaram nada. Apenas mudaram as doenças da moda.

A pessoa é hiperativa, não consegue ficar parada e tem um "cacuete"? Pronto! Mais do que o suficiente para se classificar como TOC. E TOC não é isso! Eu tenho uma amiga que se você cutucar de um lado do rosto dela, ela até chora se você não cutucar do outro lado. Ela fica desesperada, briga com você e tudo. É diagnosticado isso. Não é brincadeira e isso se cuida com remédio. E remédio caro. E com efeitos colaterais.

A pessoa é irritadinha e mal educada? Bipolar! E não é assim que funciona. Uma pessoa bipolar não varia só entre o calmo e o irritado, o feliz e o triste. Isso acontece com TODOS NÓS! Uma pessoa bipolar é aquela que varia do êxtase máximo a depressão máxima. Que hoje quer escrever um livro e dar bom dia pra todas as pessoas na rua e, no minuto seguinte, quer se matar. Claro que não é o tempo todo assim, e entre os "surtos" ela até passa por uma pessoa normal, mas só porque você é inconstante quanto ao seu humor você não tem o direito de se classificar como bipolar. A bipolaridade é uma doença! Se auto constatar como bipolar é uma desculpa esfarrapada para que as pessoas aceitem você gritar, xingar e bater nas coisas.

Tal como a DDA. DDA é, na minha opinião o pior de todos. As pessoas usam agora uma doença como desculpa para não prestar atenção naquilo que não lhes interessa. Isto é, quando minha namorada quer discutir um assunto que eu não quero ouvir, eu estou vendo o jogo do vascão, e eu não entendo nada do que ela fala então eu tenho DDA? É mais do que óbvio que não é isso. DDA é aquela pessoa que não consegue se manter focada nem mesmo naquilo que ela quer, que ela gosta, que ela está disposta a fazer. DDA é sério e as pessoas perdem amigos, namoradas, trabalhos por causa disso. Porque por mais que elas queiram se focar, elas não conseguem!

Se você se encaixou em alguma das definições acima e ainda não fechou o blog, agora vem a punhalada final. E se você não se encaixou, continue lendo, que agora é que fica bom.

Sabe por que as pessoas ficam se auto denominando doentes? Porque as pessoas sentem necessidade de justificar suas fraquezas! Porque é muito mais fácil se auto diagnosticar doente e as pessoas terem que te aceitar, do que querer melhorar como pessoa. É muito mais fácil você dizer que tem TOC do que admitir que tem manias estranhas e parar com elas. É muito mais fácil você dizer que é Bipolar do que parar de gritar e bater nas coisas, do que parar de fingir depressão pros outros terem pena de você. É muito mais fácil você dizer que tem DDA do que prestar atenção nas coisas que você faz, nas outras pessoas e naquilo que acontece ao seu redor, mesmo que não seja do seu interesse máximo. E as pessoas sempre gostam daquilo que é mais fácil.

Mas se você se encaixou no texto acima, não se preocupe. Isso passa. A depressão passou, e voltou a ser uma doença séria. Tenho certeza que, cedo ou tarde, todas essas doenças voltam a ser doença. Meu único receio, é: Qual será a próxima modinha?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Em busca da felicidade

Saudações caros leitores! Como prometido no texto anterior, uma saudação que não vai fazer a menor diferença quanto ao horário em que você lê o texto. Ainda sim, ficou um tanto quanto estranho, para não usar o termo nerd. Nada contra os nerds, já que sou um, mas não somos os mais populares e, acredite, eu não quero que meu blog só atinja vocês. Eu acredito que minha tão importante opinião sobre as coisas deveria ser compartilhada com todas as pessoas. Nada mal pro meu ego né?

Mas quanto ao texto de hoje, eu venho com um grande clichê tanto no nome quanto na pergunta sem definição ao qual ela se remete. Mas pensando bem, qual o problema com clichês? Se eles existem, é porque eles fizeram sucesso em algum tempo. E em um tempo onde quase nada se cria, praticamente tudo se copia ou se transforma, um clichê chega a ser quase uma homenagem a alguma coisa antiga.

E eu decidi falar sobre felicidade hoje, inspirado no meu filme favorito do Will Smith, que acompanha o mesmo nome. Tem um momento que o personagem principal diz para sua esposa, quando estão terminando: "Vá buscar sua felicidade!". A frase é bem comum, e se você colocá-la no google, vai descobrir que tem mais de dois milhões de resultados. Mas a questão não é essa, afinal de contas, é muito mais fácil dito do que feito.

Muito mais! Afinal de contas, você sempre esteve, e estará, buscando a felicidade. Nós sempre estamos buscando a felicidade. Até aqueles que se dizem gostar do sofrimento e da dor, tanto alheia quanto pessoal, estão apenas buscando felicidade. Porque felicidade, acreditem ou não, não é um antônimo de tristeza. É, o aurélio estava errado, e sua tia na primeira série também.

Felicidade não passa de um momento curto, porém renovável, de êxtase. Curto, porque se você não procurar continuamente coisas que lhe tornem feliz, ela passa rápido. Renovável, porque é possível sim ser feliz o tempo todo. Basta você procurar fazer apenas coisas que te deixem feliz, como sexo, escrever, jogar futebol ou ler um bom livro. Se te deixa feliz, você vai querer fazer de novo.

Mas se é tão simples alcançar felicidade, por que então as pessoas dizem umas para as outras "vá buscar sua felicidade!"? Simples! Porque elas acreditam em uma felicidade utópica, permanente e constante. Seja se tornando milionária, sendo tendo filhos, sendo se casando, enfim, acreditam que fatos singulares, que geralmente proporcionam uma felicidade um pouco mais duradoura, são na verdade fatos que vão lhe causar uma felicidade eterna. O que não significa que não seja mais fácil se manter depois que se atinge certos objetivos, como ficar milionário ou se casar, é claro. Mas só porque é mais fácil de se renovar, não necessariamente quer dizer que é eterno.

É claro que existe sempre a chance deu estar errado, e, no dia em que eu me tornar milionário, me casar e ter meu filho, eu atingirei um patamar de êxtase inigualável tal que eu atingirei sim a felicidade eterna. Mas enquanto isso não acontece, é melhor eu continuar fazendo as muitas coisas que me dão prazer, já que eu me divirto com pouco, pra poder continuar sendo feliz. E você, caro leitor, seja feliz também! Mas se você atingir a felicidade eterna antes de mim, não me diga, para que eu não fique com inveja.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Valorização

Bom dia, amigos leitores. Esses dias eu percebi que este cumprimento inicial geralmente se remete ao horário que eu escrevi o texto, mas nunca parei para pensar que vocês provavelmente não lê-em na mesma faixa de tempo, o que faria com que o cumprimento estivesse errado. Bem, azar, não posso acertar tudo! Entretanto, tentarei fazer um cumprimento mais genérico em breve.

Mas hoje, antes de falar do texto de hoje, eu vim fazer um pouco de utilidade pública. É, é chato para vocês que lêem e também não é dos assuntos mais divertidos, ainda mais quando estamos falando de saúde, mas nem tudo na vida é diversão. E é justamente por isso, que sábado passado, foi o "dia internacional da mamografia". Eu acho que esse papo de "dia internacional de..." é palhaçada! Hoje em dia já tem dia internacional da porra toda. Só falta o dos jogadores de RPG. Mas enquanto esse não fica pronto, vamos falar do que teve sábado. Sabe, o câncer de mama é um dos que mais mata no Brasil, e ele é um dos mais fáceis de se curar/encontrar. Claro que todo câncer, só é fácil de se curar se for diagnosticado no início, mas esse não é difícil de se achar. Então o alerta, é justamente pra isso. Mulheres, com mais de 40 anos, tem que fazer mamografia pelo menos uma vez ao ano, tal como nós homens temos que fazer o exame de próstata. E pras mulheres, com menos de 40 anos, o auto exame da mama é sim, muito importante, já que ele é rápido, simples, indolor e pode salvar a sua vida. Então, não tenha vergonha em fazê-lo, muito menos em perguntar a sua mãe se ela tem feito ou se ela pretende fazer uma mamografia, porque vergonha, é morrer de câncer podendo se tratar.

Agora sim, depois do momento educativo anual, porque eu não pretendo fazer isso mais de uma vez no ano, vamos ao texto de hoje. E hoje eu venho falar sobre um fato que está acontecendo comigo no trabalho, e que sempre soube que um dia aconteceria, mas foi tão de repente, que eu estou... chocado. E sim, é um texto sobre mim, então se não quiser ler a partir daqui, eu entendo, juro, mas ainda sim, acredito que valha a pena continuar.

Eu trabalho no hotel Windsor Barra, a quase um ano. Trabalho muito! E meu trabalho sempre foi reconhecido, mas eu não sabia o quanto ele era reconhecido. Meu chefe não é o tipo de cara que elogia, muito menos do tipo que repassa elogio. Ele até costuma dar uma moral para aqueles que se esforçam mais, mas é pouca coisa. Quase imperceptível. E não sou do tipo de pessoa que desanima com facilidade, nem desempolgo, mas o trabalho lá é realmente pesado. E agora eu estou batalhando por uma promoção, mudando de setor. Briguei, lutei e comecei um estágio interno na telefonia. Não sei porque cargas d'água, a gerente de recepção não foi com a minha cara. Sorte que o de hospedagem, e chefe dela, gostou do meu serviço. Só que pra minha surpresa, as notícias de que eu trabalho bem, se espalharam mais do que eu esperava. Então eu fui indicado também para uma promoção como Order Taker e para Coordenador de Mesa.

No momento eu ainda não sei o que escolher, muito menos se posso escolher, que isso agora quem decide são os gerentes, mas isso veio para me mostrar que o trabalho duro e constante ainda é recompensado, ao contrário do que muitos dizem. E é nisso que se remete o título de hoje. Porque a única pessoa capaz de valorizar você, é você mesmo. Seja com propaganda, seja com trabalho duro, seja ficando na sombra do patrão. Cada um usa o meio que achar mais seguro, mas jamais deixe de acreditar em você, porque se isso acontecer, ninguém vai acreditar mais.

Agora o que me deixou realmente chocado, foi perceber que quando algo está para dar certo, tudo começa a conspirar para dar certo. Até a qualidade dos meus textos tem melhorado, eles tem estado mais objetivos, menos sacais e mais divertidos, sem deixar sempre é claro de questionar, revolucionar ou simplesmente perturbar. Então, muito obrigado a todos vocês que me suportam, em ambos os sentidos da palavra, e que nunca deixaram de acreditar em mim, mesmo quando eu não acreditava mais, prometo que mesmo que um dia eu não os veja mais, vou sempre levá-los comigo no meu coração.

E para finalizar e limpar um pouco de todo esse melado e também da minha nada interessante vida, eu gostaria de pedir, apesar de saber que serão poucos aqueles que vão atender, para que vocês divulgassem o blog! É sério! Eu prometo, que no dia que eu receber algum prêmio pelos textos que eu escrevo, eu vou agradecer vocês na hora de receber! Até lá, quero apenas ganhar um pouco de visibilidade com meus textos, pra quem sabe, começar a ganhar algo com eles e poder viver deles. Afinal de contas, nada melhor que viver de escrever. Sorte do Paulo Coelho que ele começou antes de mim.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

"Passado é passado"

Bom dia, amados leitores. Hoje, que eu fui acordado um pouco mais cedo que o habitual, já que meu habitual não tem sido muito legal, eu tive algum tempinho para vos escrever como de costume. Como havia prometido no primeiro post do ano, vou manter o blog sempre atualizadinho, então não esqueçam de checá-lo pelo menos uma vez por semana. E muito menos de comentar, lembrem-se sempre que seus comentários são, acima de tudo, muito importantes.

O texto de hoje veio inspirado em um fato peculiar que me ocorreu esses dias no trabalho. Um novato na equipe, uma equipe que poderia muito bem trabalhar na CIA e um comentário despretensioso mas que, nas mãos de um blogueiro sem escrúpulos, se tornaria o texto da semana: "Passado é passado."

E como vocês já devem imaginar, eu vim falar sobre o comentário em si e o porque dele ter sido feito. Ledo engano! Hoje eu decidi sair um pouco da rotina e falar mais sobre Passado. Afinal de contas, o que é Passado?

Passado seria definido na maioria das vezes, e pela maioria das pessoas, como algo que já aconteceu, independente da quantidade de tempo em que o mesmo ocorrera. Mas defini-lo assim, simplesmente, é como dizer que água limpa é sem cor, sem cheiro e sem sabor. Água limpa tem cor, cheiro e sabor, só não é fácil de se definir.

Pois assim mesmo é o passado. Difícil de se definir. Para mim, passado não é só aquilo que passou, mas principalmente, aquilo que não vai voltar a se repetir. E que não poderia, mesmo que você quisesse. Pensa bem, se aconteceu, mas você faz de novo, não é passado, mas sim um replay. Por mais que na segunda vez tudo saia completamente diferente que da primeira, o intenção era a mesma, logo, não foi passado.

E isso, agora sim, nos remete a frase do novato na equipe. Ele nos informou que passado é passado ao descobrirmos, não me pergunte como, fatos contundentes sob seu passado. Mas será que ele quis realmente falar sobre passado? Será que ele não estaria, acima de tudo, se enganando ou apenas desconversando, já que o mesmo poderia voltar a fazer tudo o que ele disse que não fazia mais? Não vou revelar o nome dele, por motivos de ética, mas posso revelar que eu me refiro ao fato do mesmo ter utilizado muitos tipos de drogas diferentes. Ele se diz limpo, e eu acredito, mas será que passado, é, simples assim, passado?

Baseando-se na minha definição de passado, a resposta é bem simples. É claro que não é passado. Mas com constante vigilância e apoio, tenho certeza que ele, e muitas outras pessoas, podem sacramentar, talvez não como passado, mas com certeza como algo que elas não querem repetir. O que é muito melhor do que passado. Porque o que passou, passou, mas só aquilo que você não quer repetir, reflete naquilo que você aprendeu, naquilo que você superou e nas suas escolhas. Afinal de contas, são elas que definem você.