Antes de mais nada eu preciso me desculpar com vocês meus leitores. Mas eu juro que foi o somatório de imprevistos que me impediram de publicar semana passada no blog. Segunda eu não tive tempo. Não mesmo. E a partir de terça eu não tive computador. Tempo eu até tinha, mas eu consegui queimar a 3° fonte em menos de um ano. Maldita voltagem ruim dessa droga de lugar que eu moro. Mas acho que é, em parte, culpa to estabilizador também. Não se preocupem, eu ainda não fiquei sem idéias. Ainda não desisti. E quando começar, vocês logo vão perceber, porque, ou eu vou começar a escrever cartinhas de amor para que vocês possam copiar e dar aos seus respectivos parceiros ou eu vou falar sobre a falta de assunto que é um fato típico de quem não tem assunto e precisa escrever. E convenhamos: eu não preciso escrever. Eu escrevo por mil e um motivos, mas não porque preciso e dentre eles, acho que o mais incrível é que eu escrevo porque sou um tolo. Eu escrevo por que "um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço."
Essa passagem acima foi retirada de um livro que a muito eu queria ler e que somente agora o começo a fazer. E ele me parece incrível. Mas ainda estou respirando a poeira das primeiras páginas e sei que posso e vou me deliciar com muito mais a vir. É o Jogo do Anjo de Ruiz Carlos Zafón. E não fiquem com raiva se minha oratória ficar melhor, não mais que de repente, e semana que vem ela voltar a velha porcaria de sempre. E sem mais delongas, vamos ao texto.
Na última copa do mundo, nós contamos com o aparecimento de uma figura especial, que cativou corações e saiu do anonimato para a fama total. Além da Larissa Riquelme, é claro. O polvo Paul. O profeta do apocalipse (porque é um apocalipse a Espanha ter ganho a copa do mundo...) era posto para escolher entre duas seleções para adivinhar quem venceria os jogos, e o grande Paul não errou uma única previsão. Bem, a verdade é que esse ano é ano de eleição para presidente, e o nosso excelentíssimo Lula da Silva não pode se candidatar de novo (e se eleger NOVAMENTE!) mas já escalou a sua preferida sucessora: Dilma Roussef. Com a não participação de Ciro Gomes nas eleições, ficamos em uma situação parecida com a do Paul: temos que escolher entre duas principais opções. Nada contra a Marina, mas ela não tem a menor chance. Definitivamente, não!
Claro que nossa votação influenciará muito mais que as profecias do polvo, mas a verdade é que no momento eu não gostaria de continuar com o lula. Principalmente depois que eu ouvi a declaração do Lula que dizia que "A interferência do TCU (Tribunal de Contas da União) e do MP (Ministério Público) é que atraza as obras no país." Bem, é óbvio que a interferência deles atraza, mas atraza apenas as que tem suspeita ou confirmação de desvio de verbas públicas. O que ocorre é que o PT não cumpre os princípios básicos da LRF(Lei de Responsabilidade Fiscal). Com a expansão desenfreada dos gastos públicos, o PT encomendou uma crise para daqui a dois anos, como disse recentemente o Ciro Gomes. Meu blog não é um blog contragovernista, mas também não apoia e tolera absurdos como esses.
E sabe qual o pior de tudo? A maioria dos brasileiros está preocupada com a próxima copa do mundo, que infelizmente pode reeleger um presidente caso o Brasil ganhe. Pode parecer um absurdo, mas é mais ou menos assim que as coisas funcionam por aqui, o "País do Futebol".
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