segunda-feira, 5 de julho de 2010

Diga-me seu X - Men favorito e eu te direi quem és!

Vou começar hoje admitindo uma coisa: depois de ler o título do texto algumas vezes, eu pensei melhor e descobri que em torno de 80% das tiradas ou trocadilhos que eu acho engraçados me remetem de alguma forma a CHAVES. E não é o Hugo. E o que isso tem haver com o texto? Nada, mas eu adoro compartilhar fatos que eu descubro da minha vida com vocês, meus adorados leitores.

Mas a verdade, é que eu descobri que a física mente pra nós. Tá, na verdade eu não descobri isso, foi mais uma constatação de que não se pode simplesmente sair reaproveitando o que os outros falam. No caso a minha constatação foi a de que, quando não estamos falando de cargas elétricas ou magnéticas, os opostos não se atraem (eu precisava deixar bem claro quantas as cargas elétricas para que eu não fosse acusado de homicidio culposo caso alguém resolvesse ligar dois fios e falassem que ele havia lido meu blog antes de cometer tamanha estupidez).

Bem, também não é exatamente assim. Os opostos sim se atraem, mas é uma atração que não forma um elo ou uma união duradoura. Não é como dois ímãs que não vão se separar até que eles percam sua propriedade magnética ou alguém os force a isso. A atração pelo oposto, a nível humano, intelectual e carnal se deve mais a uma possível mudança de rotina ou ao deslumbramento que o novo sempre tráz. Ainda que você não perceba que foi por causa disso, ainda que você ache que "ele(a) tem algo que você não sabe explicar o que é", a verdade é simplesmente que nós instintivamente gostamos de sair da rotina. É, por instinto mesmo. Não venha me dizer que quem tem instinto são os animais que eu te mostro meia dúzia de cachorro mais humano que muita gente. E meia dúzia de humano que não serviria nem pra ser cachorro.

Só que se você for reparar bem, você só escolhe para manter o convívio ou a socialização com aquilo ou aqueles que se indentificam em alguma coisa com você. Pode ser pouca coisa, as vezes um sentimento bobo, como paixão, mas com certeza, se aquela pessoa está perto de você por escolha sua, é porque ela tem algo em comum com você. As vezes vocês apenas não gostam de alguma coisa juntos, mas isso já é comunidade o suficiente para que haja socialização.

O grande diferencial é que quanto mais coisas em comum, mas você gosta de ter aquela pessoa com você. E não necessariamente são as coisas que vocês fazem juntos, mas as coisas que vocês entendem um no outro. Se você gosta de ficar em silêncio, jogando no computador e ouvindo música, você compreende outra pessoa que goste de fazer o mesmo, e, ainda que vocês estejam a distância de um tapa, talvez cada um coloque um fone, música alta e se comuniquem pelo msn. Parece loucura, mas aposto que muita gente faz isso, gosta, se diverte e entende os outros que fazem. E por mais que pareça pouco, faz toda diferença, e, naquele papo por msn que poderia ser ao vivo, eles dizem mais e se explicam melhor do que fariam se ambos tirassem o fone. Eu particularmente adoro desperdiçar minha saliva, mas compreendo perfeitamente quem não gosta e prefere digitar.

O problema é quando as coisas que te unem são os problemas ou as situações erradas. Aí é bem mais complicado. Porque se a única coisa que nos une são meia dúzia de problemas, além de estarmos aumentando a importância deles, uma hora que eles se resolvam, não haverá mais nada para se compartilhar e eventualmente a convivência há de acabar. Ou então quando você faz algo que sabe que é errado e acaba conhecendo outra pessoa que faz o mesmo. E se une, porque você estão juntos no erro. Isso é estupidez. Errar sozinho já é ruim o suficiente, e, com certeza, uma atitude que não deveria ser praticada em grupo. Claro que há excessões, mas no caso, eu me refiro aos erros cometidos intencionalmente. É, caro leitor, acredite ou não, tem gente que mesmo sabendo que está fazendo algo errado, não só persiste no erro, como gosta de socializar com outros que cometem o mesmo erro.

É como quando você era criança e se indentificava com um super herói. Ou nunca se perguntou por que as pessoas gostam mais do Wolverine do que da Tempestade? É simples, o Wolverine, tirando a regeneração, o esquelo de adamantium e as garras, ele é muito humano. Ele fuma, bebe, xinga, fala gírias, é extressado e não atura gracinhas. Mais humano que isso, impossível. Eu por exemplo, desde pequeno sempre gostei muito do Ciclope. Por que? Porque ele é o "líder". E isso se reflete diretamente na minha natural capacidade de liderar e atrair responsabilidades para cima de mim. O Homem aranha por exemplo. Ele é um dos heróis favoritos das pessoas no mundo todo porque, tirando os super poderes, ele é humano. Tem problemas com dinheiro, tem que proteger aqueles ao seu redor e tem azar, além de ser muito atrapalhado. Nossa, isso descreve metade das pessoas no mundo. E obviamente reflete na popularidade do super herói. Claro que há excessões, mas no final das contas, você sempre se identifica com aquilo que mais se parece com você. Que mais lembra você de você mesmo. Ainda que não seja essa a intenção e que você não perceba que está fazendo isso.

E agora, apenas para sair um pouco do tópico, e para por um ponto final em tudo isso, eu não pretendia falar de futebol antes do dia 12 de julho. Porque eu esperava ser campeão da copa do mundo. Porque eu acreditei no Hexa. Porque eu podia jurar que a retranca dunga daria certo. Porque eu cheguei a ficar tão otimista que por um momento eu imaginei que o Felipe Melo não seria expulso e, acreditem ou não, eu fiquei incrédulo quando o vi cometer tal estupidez. Então é basicamente isso. Agora sei exatamente porque minha vida como comentarista esportivo não decolou e vou voltar a ser um simples blogueiro que entretem uma minoria que um dia eu espero ser uma maioria. E sem mais futebol até o fim do ano. Prometo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário