sábado, 31 de julho de 2010

Os animais que existem no homem

Primeiramente venho avisar que tenho uma nova fonte e os textos vão voltar a sua peridiocidade normal. E quanto ao texto dessa semana, ele está um pouco atrasado, eu sei, mas é que o trânsito estava terrível!

Mas recentemente estudando o comportamento dos homens eu pude perceber mais uma das muitas maneiras possíveis de nos classificar: os animais que temos dentro de nós. ( e eu me refiro ao gênero masculino da espécie e não a espécie como um todo, já que para definir todas os animais que existem dentro de uma mulher, eu precisaria fazer uma monografia de PhD em psicologia. ) Os 3 principais aspectos ou animais que temos dentro de nós são o coelho, o leão e o cachorro. Vamos as definições:

Primeiro nós temos o coelho. O coelho é um animal fofinho, pequeno, frágil e que passa boa parte do seu tempo livre se reproduzindo com uma fêmea. Na verdade com qualquer fêmea da sua espécia que venha a aparecer. E é nesse aspecto que se assemelha o homem - coelho. Ele acredita que toda fêmea está pronta para copular e o deseja fazer com ele. No geral ele não é tão bem sucedido quanto o coelho, mas ele tenta incessantemente. O perfil do coelho é geralmente visto nos seres mais jovens ou bobões da espécie, sendo visto também entre alguns mais experientes que as vezes regridem.

Em seguida nós temos o cachorro. O cachorro é um animal que sua principal característica é o instinto de matilha. Muitas pessoas criam cachorro em casa achando que o cachorro é leal a ele/ela. Ledo engano. Ele é fiel a matilha, mas pra sorte do dono, o cachorro acredita que o mesmo faz parte da sua matilha (poucos são os donos que sabem tomar o controle da matilha). E o homem - cachorro é justamente aquele que se apega a alguém de uma forma tão intensa que supera os limites do sentimento. Ele se apega a matilha (ou a matilha que ele possa vir a construir) e não trai sua matilha. Geralmente nós vemos isso em seres de idade mediana ou pós jovens, também surgindo em poucos seres de pouca idade.

E por último, e não menos importante, temos o leão. O leão é uma criatura majestosa conhecida no geral pelo tamanho da sua mordedura e pela potência do seu bote. Um bote capaz de derrubar animais muito maiores ou pesados. Mas no âmbito da repodução, o leão é um animal que mantém sua majestade, tendo várias fêmeas sem ter que lutar por elas. As mesmas o servem, o acompanham e o idolatram enquanto o mesmo só precisa eventualmente espantar outros machos. O homem - leão é aquele que não se incomoda em ir atrás das mulheres, elas vem atrás dele. Ele tem uma visão mais apurada e percebe que não precisa sair para caçar, quando a caça vem até ele. É mais comum em seres da idade avançada ou em jovens que já passaram pela fase do cachorro e tiveram desilusões com a sua matilha.

Então, mulheres, antes de chamar o seu companheiro de cachorro, pense bem e veja em qual animal ele se adequa. E se ele for fiel a você, chame-o de cachorro. Mas antes, mostre o blog pra ele, só para ter certeza de que não haverão mal entendidos.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Polvo, Lula e muitas escolhas.

Antes de mais nada eu preciso me desculpar com vocês meus leitores. Mas eu juro que foi o somatório de imprevistos que me impediram de publicar semana passada no blog. Segunda eu não tive tempo. Não mesmo. E a partir de terça eu não tive computador. Tempo eu até tinha, mas eu consegui queimar a 3° fonte em menos de um ano. Maldita voltagem ruim dessa droga de lugar que eu moro. Mas acho que é, em parte, culpa to estabilizador também. Não se preocupem, eu ainda não fiquei sem idéias. Ainda não desisti. E quando começar, vocês logo vão perceber, porque, ou eu vou começar a escrever cartinhas de amor para que vocês possam copiar e dar aos seus respectivos parceiros ou eu vou falar sobre a falta de assunto que é um fato típico de quem não tem assunto e precisa escrever. E convenhamos: eu não preciso escrever. Eu escrevo por mil e um motivos, mas não porque preciso e dentre eles, acho que o mais incrível é que eu escrevo porque sou um tolo. Eu escrevo por que "um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço."
Essa passagem acima foi retirada de um livro que a muito eu queria ler e que somente agora o começo a fazer. E ele me parece incrível. Mas ainda estou respirando a poeira das primeiras páginas e sei que posso e vou me deliciar com muito mais a vir. É o Jogo do Anjo de Ruiz Carlos Zafón. E não fiquem com raiva se minha oratória ficar melhor, não mais que de repente, e semana que vem ela voltar a velha porcaria de sempre. E sem mais delongas, vamos ao texto.

Na última copa do mundo, nós contamos com o aparecimento de uma figura especial, que cativou corações e saiu do anonimato para a fama total. Além da Larissa Riquelme, é claro. O polvo Paul. O profeta do apocalipse (porque é um apocalipse a Espanha ter ganho a copa do mundo...) era posto para escolher entre duas seleções para adivinhar quem venceria os jogos, e o grande Paul não errou uma única previsão. Bem, a verdade é que esse ano é ano de eleição para presidente, e o nosso excelentíssimo Lula da Silva não pode se candidatar de novo (e se eleger NOVAMENTE!) mas já escalou a sua preferida sucessora: Dilma Roussef. Com a não participação de Ciro Gomes nas eleições, ficamos em uma situação parecida com a do Paul: temos que escolher entre duas principais opções. Nada contra a Marina, mas ela não tem a menor chance. Definitivamente, não!

Claro que nossa votação influenciará muito mais que as profecias do polvo, mas a verdade é que no momento eu não gostaria de continuar com o lula. Principalmente depois que eu ouvi a declaração do Lula que dizia que "A interferência do TCU (Tribunal de Contas da União) e do MP (Ministério Público) é que atraza as obras no país." Bem, é óbvio que a interferência deles atraza, mas atraza apenas as que tem suspeita ou confirmação de desvio de verbas públicas. O que ocorre é que o PT não cumpre os princípios básicos da LRF(Lei de Responsabilidade Fiscal). Com a expansão desenfreada dos gastos públicos, o PT encomendou uma crise para daqui a dois anos, como disse recentemente o Ciro Gomes. Meu blog não é um blog contragovernista, mas também não apoia e tolera absurdos como esses.

E sabe qual o pior de tudo? A maioria dos brasileiros está preocupada com a próxima copa do mundo, que infelizmente pode reeleger um presidente caso o Brasil ganhe. Pode parecer um absurdo, mas é mais ou menos assim que as coisas funcionam por aqui, o "País do Futebol".

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Diga-me seu X - Men favorito e eu te direi quem és!

Vou começar hoje admitindo uma coisa: depois de ler o título do texto algumas vezes, eu pensei melhor e descobri que em torno de 80% das tiradas ou trocadilhos que eu acho engraçados me remetem de alguma forma a CHAVES. E não é o Hugo. E o que isso tem haver com o texto? Nada, mas eu adoro compartilhar fatos que eu descubro da minha vida com vocês, meus adorados leitores.

Mas a verdade, é que eu descobri que a física mente pra nós. Tá, na verdade eu não descobri isso, foi mais uma constatação de que não se pode simplesmente sair reaproveitando o que os outros falam. No caso a minha constatação foi a de que, quando não estamos falando de cargas elétricas ou magnéticas, os opostos não se atraem (eu precisava deixar bem claro quantas as cargas elétricas para que eu não fosse acusado de homicidio culposo caso alguém resolvesse ligar dois fios e falassem que ele havia lido meu blog antes de cometer tamanha estupidez).

Bem, também não é exatamente assim. Os opostos sim se atraem, mas é uma atração que não forma um elo ou uma união duradoura. Não é como dois ímãs que não vão se separar até que eles percam sua propriedade magnética ou alguém os force a isso. A atração pelo oposto, a nível humano, intelectual e carnal se deve mais a uma possível mudança de rotina ou ao deslumbramento que o novo sempre tráz. Ainda que você não perceba que foi por causa disso, ainda que você ache que "ele(a) tem algo que você não sabe explicar o que é", a verdade é simplesmente que nós instintivamente gostamos de sair da rotina. É, por instinto mesmo. Não venha me dizer que quem tem instinto são os animais que eu te mostro meia dúzia de cachorro mais humano que muita gente. E meia dúzia de humano que não serviria nem pra ser cachorro.

Só que se você for reparar bem, você só escolhe para manter o convívio ou a socialização com aquilo ou aqueles que se indentificam em alguma coisa com você. Pode ser pouca coisa, as vezes um sentimento bobo, como paixão, mas com certeza, se aquela pessoa está perto de você por escolha sua, é porque ela tem algo em comum com você. As vezes vocês apenas não gostam de alguma coisa juntos, mas isso já é comunidade o suficiente para que haja socialização.

O grande diferencial é que quanto mais coisas em comum, mas você gosta de ter aquela pessoa com você. E não necessariamente são as coisas que vocês fazem juntos, mas as coisas que vocês entendem um no outro. Se você gosta de ficar em silêncio, jogando no computador e ouvindo música, você compreende outra pessoa que goste de fazer o mesmo, e, ainda que vocês estejam a distância de um tapa, talvez cada um coloque um fone, música alta e se comuniquem pelo msn. Parece loucura, mas aposto que muita gente faz isso, gosta, se diverte e entende os outros que fazem. E por mais que pareça pouco, faz toda diferença, e, naquele papo por msn que poderia ser ao vivo, eles dizem mais e se explicam melhor do que fariam se ambos tirassem o fone. Eu particularmente adoro desperdiçar minha saliva, mas compreendo perfeitamente quem não gosta e prefere digitar.

O problema é quando as coisas que te unem são os problemas ou as situações erradas. Aí é bem mais complicado. Porque se a única coisa que nos une são meia dúzia de problemas, além de estarmos aumentando a importância deles, uma hora que eles se resolvam, não haverá mais nada para se compartilhar e eventualmente a convivência há de acabar. Ou então quando você faz algo que sabe que é errado e acaba conhecendo outra pessoa que faz o mesmo. E se une, porque você estão juntos no erro. Isso é estupidez. Errar sozinho já é ruim o suficiente, e, com certeza, uma atitude que não deveria ser praticada em grupo. Claro que há excessões, mas no caso, eu me refiro aos erros cometidos intencionalmente. É, caro leitor, acredite ou não, tem gente que mesmo sabendo que está fazendo algo errado, não só persiste no erro, como gosta de socializar com outros que cometem o mesmo erro.

É como quando você era criança e se indentificava com um super herói. Ou nunca se perguntou por que as pessoas gostam mais do Wolverine do que da Tempestade? É simples, o Wolverine, tirando a regeneração, o esquelo de adamantium e as garras, ele é muito humano. Ele fuma, bebe, xinga, fala gírias, é extressado e não atura gracinhas. Mais humano que isso, impossível. Eu por exemplo, desde pequeno sempre gostei muito do Ciclope. Por que? Porque ele é o "líder". E isso se reflete diretamente na minha natural capacidade de liderar e atrair responsabilidades para cima de mim. O Homem aranha por exemplo. Ele é um dos heróis favoritos das pessoas no mundo todo porque, tirando os super poderes, ele é humano. Tem problemas com dinheiro, tem que proteger aqueles ao seu redor e tem azar, além de ser muito atrapalhado. Nossa, isso descreve metade das pessoas no mundo. E obviamente reflete na popularidade do super herói. Claro que há excessões, mas no final das contas, você sempre se identifica com aquilo que mais se parece com você. Que mais lembra você de você mesmo. Ainda que não seja essa a intenção e que você não perceba que está fazendo isso.

E agora, apenas para sair um pouco do tópico, e para por um ponto final em tudo isso, eu não pretendia falar de futebol antes do dia 12 de julho. Porque eu esperava ser campeão da copa do mundo. Porque eu acreditei no Hexa. Porque eu podia jurar que a retranca dunga daria certo. Porque eu cheguei a ficar tão otimista que por um momento eu imaginei que o Felipe Melo não seria expulso e, acreditem ou não, eu fiquei incrédulo quando o vi cometer tal estupidez. Então é basicamente isso. Agora sei exatamente porque minha vida como comentarista esportivo não decolou e vou voltar a ser um simples blogueiro que entretem uma minoria que um dia eu espero ser uma maioria. E sem mais futebol até o fim do ano. Prometo!